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Crise em Andresito: prefeito alerta que município está quebrado e aumenta êxodo de trabalhadores para o Brasil

Foto: Prefeitura de Andresito
Foto: Prefeitura de Andresito

O prefeito de Comandante Andresito, Bruno Beck, alertou para a situação de colapso financeiro do município e para o crescimento do êxodo de trabalhadores em direção ao Brasil. Segundo o gestor, a administração municipal acumula uma dívida de aproximadamente 500 milhões de pesos com fornecedores, enquanto mais de 1.100 moradores deixaram a cidade em busca de trabalho no país vizinho, o que vem provocando impactos sociais, familiares e econômicos.

A situação econômica e social do município atingiu um nível crítico. Em entrevista ao programa Arriba Misiones, Bruno Beck descreveu um cenário marcado por endividamento elevado, paralisação das economias regionais e um processo migratório que tem provocado o afastamento de famílias. De acordo com o prefeito, a crise atual é a mais grave registrada ao longo de seus 18 anos de gestão pública.

O chefe do Executivo municipal afirmou que a prefeitura enfrenta um estrangulamento financeiro sem precedentes. “Temos um município quebrado. Devo 500 milhões de pesos a fornecedores”, declarou. Diante da falta de recursos, a administração precisou adotar medidas excepcionais para cumprir compromissos básicos. “Foi a primeira vez que, como prefeito, precisei recorrer a um empréstimo para pagar o décimo terceiro salário e conseguir honrar o pagamento dos servidores municipais”, afirmou.

 

Êxodo de trabalhadores e impactos sociais

 

Um dos pontos mais destacados por Beck foi a saída expressiva de trabalhadores para o Brasil. Segundo ele, mais de 1.100 pessoas, com documentação regular, atravessaram a fronteira para atuar em colheitas no território brasileiro. Embora a migração represente uma alternativa econômica individual, o prefeito alertou para os efeitos sociais negativos desse movimento.

“O que não sabíamos era o problema social causado pelo desenraizamento, principalmente quando apenas o homem vai trabalhar e deixa a família aqui. Muitas vezes, a esposa fica com os filhos e não recebe recursos do marido. Quando essa ausência se prolonga, surgem conflitos familiares e outras consequências sociais. É um problema grave”, afirmou.

 

Falta de mão de obra para a colheita

 

A preocupação também atinge o setor produtivo, especialmente com a proximidade da safra da erva-mate, prevista para março. Segundo o prefeito, a falta de incentivos econômicos e a concorrência com os salários pagos no Brasil resultaram na escassez de trabalhadores locais.

“Vamos ter problemas na colheita da erva-mate, porque não há mais tarefeiros. Esse será um problema sério”, alertou. Beck estendeu a avaliação a outros setores da economia local, como o cultivo de tabaco, mandioca e a atividade industrial, que também enfrentam dificuldades.

 

Críticas à política nacional

 

O prefeito relacionou a crise enfrentada pelo município às decisões do Governo Nacional, mas também mencionou a responsabilidade do eleitorado e dos representantes da província no Congresso argentino.

“Isso é resultado da escolha desse governo, que está encerrando as economias regionais”, afirmou. Em relação aos parlamentares, Beck criticou o apoio a determinadas medidas nacionais e a falta de explicações à população. “O que me preocupa é que não dão a cara. É preciso explicar ao povo por que determinadas decisões foram tomadas”, concluiu.


Fonte: Portal Misiones Online / Arriba Misiones

 
 
 

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