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Operação contra tráfico interestadual de drogas tem alvos em Planalto e outros oito municípios de três estados

há 59 minutos
3 min de leitura
Foto Polícia Civil
Foto Polícia Civil

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta segunda-feira (19) a Operação Retomada, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso investigado pelo transporte e distribuição de grandes quantidades de drogas entre diferentes estados brasileiros. Planalto, no Sudoeste do Paraná, está entre os municípios que são alvos da ação policial.

Coordenada pelo Núcleo Regional de Pato Branco do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc), a operação conta com o cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de bens e valores vinculados aos investigados.

As diligências ocorrem em nove municípios de três estados. No Paraná, além de Planalto, as equipes atuam em Guarapuava e São José dos Pinhais. Em Santa Catarina, os trabalhos são realizados em São Bento do Sul, Palhoça, Jaraguá do Sul, Balneário Piçarras e Lauro Müller. No Rio Grande do Sul, há diligências em Porto Alegre.

As investigações começaram em 15 de agosto de 2025, após a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordar um veículo na BR-158, em Pato Branco, que transportava 308,56 quilos de maconha e aproximadamente 3,6 quilos de outras substâncias derivadas da cannabis.

O motorista foi preso em flagrante naquela ocasião, mas acabou liberado após a prisão não ser ratificada no plantão policial, diante do entendimento de que não havia fundada suspeita suficiente para justificar a abordagem. Cinco dias depois, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado, que foi localizado e preso em São Bento do Sul, em Santa Catarina, durante uma ação conjunta das polícias civis do Paraná e de Santa Catarina.

A partir desse episódio, os investigadores aprofundaram as apurações e identificaram indícios de que o transporte apreendido fazia parte de uma operação criminosa mais ampla. Segundo a Polícia Civil, o mesmo motorista teria realizado outras duas viagens para o grupo nos dias anteriores à apreensão.

Em 7 de agosto de 2025, teriam sido transportados aproximadamente 350,6 quilos de maconha. Já entre os dias 12 e 13 de agosto, outra carga, estimada em 395,98 quilos, teria sido entregue. Somadas à apreensão realizada no dia 15, as três cargas representam cerca de 1,05 tonelada de maconha movimentada em pouco mais de uma semana.

Durante o trabalho investigativo, a Polícia Civil identificou Planalto como um dos pontos utilizados pelo grupo para o armazenamento e o carregamento de entorpecentes. Os investigadores também apontaram a existência de pessoas que seriam responsáveis pela preparação das cargas, organização do transporte e distribuição das drogas em Santa Catarina.

O esquema investigado contaria ainda com veículos conhecidos como “batedores”, utilizados para circular à frente dos carregamentos e verificar a presença de policiais nas rodovias. A estratégia permitiria alertar os responsáveis pelo transporte e orientar possíveis mudanças de percurso para tentar evitar a fiscalização.

Além de Planalto, o grupo teria utilizado pontos de apoio em Guarapuava e na Região Metropolitana de Curitiba para pernoite, armazenamento temporário de drogas e troca de veículos.

De acordo com a delegada Franciela Alberton, responsável pelas investigações, as apurações identificaram indícios de mudanças nas rotas utilizadas por organizações criminosas para o transporte de grandes quantidades de entorpecentes. Parte da logística anteriormente concentrada no Oeste do Paraná estaria migrando para o Sudoeste do estado.

A investigação aponta que a região passou a ser utilizada não apenas como corredor de passagem e apoio para carregamentos destinados a outros estados, mas também como possível rota de entrada de drogas no Brasil.

Além de buscar a prisão dos suspeitos e a apreensão de materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos, a Operação Retomada pretende atingir a estrutura financeira da organização criminosa. As medidas de bloqueio patrimonial autorizadas pela Justiça buscam impedir que recursos vinculados aos investigados sejam utilizados para financiar a continuidade das atividades ilícitas.

A operação conta com o apoio de equipes das polícias civis de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. No Paraná, participam unidades do Denarc, da Divisão Policial do Interior, da DPMETRO e do Núcleo de Operações com Cães.

Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, as investigações continuam, com análise dos materiais apreendidos e apuração da possível participação de outras pessoas no esquema criminoso.

 

Fonte: PPNews e Polícia Civil do Paraná.

 

 
 
 

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