Viver só...


E dia destes, entrei em um bate papo cujo assunto era “viver só”. Viver, morar, estar só.

Sem ninguém junto, sem companhia na casa ou no apartamento, enfim: sozinho mesmo.

Várias teorias foram levantadas e demos muita risada, apesar da seriedade do tema.


Viver só, queiram ou não, não é lá tão bom quanto afirmam.


Mesmo quem diz que é bom viver só, acha que em alguns momentos, bem que poderia ter uma companhia alguém para ao menos ouvir e dizer besteiras.


O fato é que quem vive só, mora sozinho e não tem viva alma para trocar ideias, vive da forma que gosta.


Anda de cueca pela casa, fala sozinho, torce no futebol sozinho, toma a cerveja e pita um cigarrinho sem incomodar ninguém – e sem ser incomodado.


Vez por outra visita alguém, sai para um churrasco, toma uma no bar da esquina, mas chega em casa e o silêncio é seu melhor companheiro.

Claro que estas pessoas que vivem só devem sentir um aperto em uma hora da noite, ainda mais quando se tem o interior mais pendente para o lado afetivo, emocional, saudoso. Para aqueles que são saudosos, o viver só é uma tortura, embora eles enfrentem. Para aqueles que são emotivos, caixas de lenços de papel estão por toda a parte.