Uma escola, uma cidade e um país, estarrecidos e em luto


Da sala de aula para o intervalo, antigamente chamado de recreio.

No pátio, amigos e amigas brincam, trocam informações, mostram whatss recebidos e enviados, ouvem músicas com seus fones de ouvido, mostram os tênis novos para o reinício das aulas.

Na cantina, lanches são preparados e vendidos para saciar a fome matinal da criançada que precisa se alimentar.

Em cada uma, uma história diferente, tendo em comum, apenas serem alunos da mesma escola, amigos de anos passados, companheiros novos de um ano novo.

Na mordida do sanduíche, a surpresa: tiros.

Sons conhecidos mas não admitidos ecoam pelo pátio do colégio, em frente à cantina, assustando e contrariando

a lei normal de vida.

De repente, o silêncio da alegria reinante é quebrado por dois jovens que resolveram, em um pacto, matar quem pudessem e depois se suicidarem.

No chão, corpos caem e vidas se exalam para os céus, mostrando o sangue que escorre pelas escadarias do colégio.

E como se não bastasse aquele corpo caído no chão, um dos assassinos ainda dá golpes de machadinha para ter a certeza da morte.

Ao final, os dois assassinos dão fim à própria vida e encerram mais um triste episódio que envolve centenas de jovens Brasil afora, diariamente.

Não nestas proporções, obviamente, mas cenas que são vistas nas TVs, em reportagens, em filmes,