Uma escola, uma cidade e um país, estarrecidos e em luto

15/03/2019

 

Da sala de aula para o intervalo, antigamente chamado de recreio.

No pátio, amigos e amigas brincam, trocam informações, mostram whatss recebidos e enviados, ouvem músicas com seus fones de ouvido, mostram os tênis novos para o reinício das aulas.

Na cantina, lanches são preparados e vendidos para saciar a fome matinal da criançada que precisa se alimentar.

Em cada uma, uma história diferente, tendo em comum, apenas serem alunos da mesma escola, amigos de anos passados, companheiros novos de um ano novo.

Na mordida do sanduíche, a surpresa: tiros.

Sons conhecidos mas não admitidos ecoam pelo pátio do colégio, em frente à cantina, assustando e contrariando

a lei normal de vida.

De repente, o silêncio da alegria reinante é quebrado por dois jovens que resolveram, em um pacto, matar quem pudessem e depois se suicidarem.

No chão, corpos caem e vidas se exalam para os céus, mostrando o sangue que escorre pelas escadarias do colégio.

E como se não bastasse aquele corpo caído no chão, um dos assassinos ainda dá golpes de machadinha para ter a certeza da morte.

Ao final, os dois assassinos dão fim à própria vida e encerram mais um triste episódio que envolve centenas de jovens Brasil afora, diariamente.

Não nestas proporções, obviamente, mas cenas que são vistas nas TVs, em reportagens, em filmes,

em documentários, de repente invadem a realidade de simples alunos adolescentes e viram uma página na vida de centenas de jovens brasileiros.

Caio, Kaio, Samuel, Claiton eram alunos da escola, além dos assassinos, também ex-alunos da mesma escola.

As funcionárias Eliana e Marilena também morreram.

As idades dos falecidos chocam  mais ainda: 15, 16, 17 anos.

A vida pela frente encerrada por uma bala de revólver 38.

Hoje, o velório coletivo abala a cidade e o país.

A história termina sem que se tenha muita explicação aparente para dar.

Culpados? São muitos.

Não condenemos ninguém pela atitude dos dois jovens assassinos, mas sim, somente a eles dois.

Culpados? Podem existir em várias hipóteses, que não cabe aqui acusar, condenar, criticar este ou aquele pai, esta ou aquela mãe, esta ou aquela escola.

A relação de valores entre pais e filhos, alunos e professores mudou demais.

Perdeu-se a respeito no dia a dia, ignorou-se a boa forma de convivência e respeito entre moços e mais velhos.

De uma hora para outra, agressão passou a ser quase um fato normal, amparada por leis altamente questionáveis, estatutos que merecem revisões, entidades que defendem o acontecido.

De uma hora para outra, professores agredidos são humilhados por alunos que se acham no poder e tomam decisões impensadas, sem nenhuma punição aparente ou pesada.

Por outro lado, pais e mães não encontram mais o tempo necessário para educar, orientar, conviver, ensinar, abraçar seus filhos.

Alguns ainda conseguem, mas a duras penas.

Ensinamentos religiosos não alteram comportamentos de jovens que vivem por viver, fazem o que lhe dão nas telhas e riem envoltos por bermudas largas e calças caindo pela bunda, mostrando cuecas de grife ou não.

O cenário é triste. No geral, é triste.

Não só pela dor dos mortos e das famílias que ficam para continuar a vida, mas sim pelo cenário nacional, onde não vemos muitas chances de correção imediata.

A oração que fazemos por nossos filhos a cada noite, deve ser aberta para todos os jovens.

A perdição aumenta a cada dia.

Cabe rever conceitos atuais e tentar alterar seus conteúdos.

Cabe rever o uso da TV e o uso de filmes que talvez incidam nos comportamentos joviais.

Cabe rever o que leva dois jovens a agirem desta forma, impedindo outros de continuarem suas vidas.

Triste, muito triste.

E nós que temos filhos e netos, rezamos e aproveitamos o acontecido para rever certas posições.

Prioridade para a educação das crianças. Prioridade para o convívio. Prioridade para um pouco mais de amor.

Talvez seja um começo.

 

 

 

 

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